O Cavalinho Brinquinho
de Maria Teresa Portal Oliveira
Brinquinho era um cavalinho exemplar. O nome vinha de uma mancha branca numa das orelhas no meio do seu pelo castanho.
Adorava a imaginação e passava a vida a contar histórias.
Um dia, quando corria pelo campo, encontrou uma raposa com uma pata ferida.
Regressou para a manada, mas ninguém acreditava nele. Só a velha avó Branca, de quem herdara o pelo e a mancha, acreditou. Era uma égua já muito fraca.
Acompanhou-o, mas deram com o bando de raposas dispostas a atacar, pensou.
Brinquinho estacou, assustado. As raposas surgiam entre os arbustos, de olhos atentos e caudas erguidas. A avó Branca colocou-se à frente do neto, embora as pernas lhe tremessem.
— Esperem! — gritou Brinquinho. — Eu vim ajudar uma raposa ferida.
Do grupo saiu a pequena raposa que ele encontrara. A pata estava agora enfaixada com ervas. Aproximou-se devagar e explicou que as outras raposas tinham seguido o cheiro dos cavalos para descobrir quem a ajudara.
As raposas não queriam atacar. Queriam agradecer.
A avó Branca suspirou de alívio. As raposas trouxeram frutos silvestres e mostraram um atalho seguro para uma nascente escondida que nunca secava, nem nos verões mais quentes.
Quando regressaram à manada, Brinquinho contou tudo. Mais uma vez, alguns cavalos duvidaram.

Então, as raposas apareceram à distância e fizeram uma pequena vénia com a cabeça. Não havia como negar a verdade.
Nesse dia, a manada aprendeu uma lição importante: imaginar histórias era maravilhoso, mas também era preciso saber ouvir antes de julgar.
E Brinquinho descobriu uma verdade.
A coragem nem sempre consiste em lutar; às vezes, consiste em acreditar no bem dos outros, quando ninguém mais acredita.

O Cavalinho Brinquinho
de Maria Teresa Portal Oliveira
Brinquinho era um cavalinho exemplar. O nome vinha de uma mancha branca numa das orelhas no meio do seu pelo castanho.
Adorava a imaginação e passava a vida a contar histórias.
Um dia, quando corria pelo campo, encontrou uma raposa com uma pata ferida.
Regressou para a manada, mas ninguém acreditava nele. Só a velha avó Branca, de quem herdara o pelo e a mancha, acreditou. Era uma égua já muito fraca.
Acompanhou-o, mas deram com o bando de raposas dispostas a atacar, pensou.
Brinquinho estacou, assustado. As raposas surgiam entre os arbustos, de olhos atentos e caudas erguidas. A avó Branca colocou-se à frente do neto, embora as pernas lhe tremessem.
— Esperem! — gritou Brinquinho. — Eu vim ajudar uma raposa ferida.
Do grupo saiu a pequena raposa que ele encontrara. A pata estava agora enfaixada com ervas. Aproximou-se devagar e explicou que as outras raposas tinham seguido o cheiro dos cavalos para descobrir quem a ajudara.
As raposas não queriam atacar. Queriam agradecer.
A avó Branca suspirou de alívio. As raposas trouxeram frutos silvestres e mostraram um atalho seguro para uma nascente escondida que nunca secava, nem nos verões mais quentes.
Quando regressaram à manada, Brinquinho contou tudo. Mais uma vez, alguns cavalos duvidaram. Então, as raposas apareceram à distância e fizeram uma pequena vénia com a cabeça. Não havia como negar a verdade.
Nesse dia, a manada aprendeu uma lição importante: imaginar histórias era maravilhoso, mas também era preciso saber ouvir antes de julgar.
E Brinquinho descobriu uma verdade.
A coragem nem sempre consiste em lutar; às vezes, consiste em acreditar no bem dos outros, quando ninguém mais acredita.

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