LISBOA, CIDADE DO FADO E DA POESIA
de Maria Teresa Portal Oliveira
O que me aconteceu em Lisboa não tem explicação lógica.
Seria influência do regresso da nave espacial Artemis II, abrindo portais invisíveis na atmosfera? Uma nova leitura de Outlander (Nas Asas do Tempo), de Diana Gabaldon, em que Claire Randall atravessa as pedras do tempo até à Escócia de 1743? Ou culpa do meu próprio romance de ficção científica, que parece ter começado a escrever-se a si mesmo?
Em Belém, junto ao Tejo, o presente dissolveu-se. Já não havia Transtejo nem cacilheiros; vi a armada portuguesa pronta para seguir rumo à Índia. As velas desfraldadas com a cruz de Cristo tremulavam num vento que parecia soprar de outro século. Os estaleiros fervilhavam — marinheiros, carregadores, oficiais gritavam ordens; carregavam tonéis de água misturada com vinagre, carne seca, bacalhau, arroz, galinhas… e os mapas traçados por Fernão de Magalhães e Pedro Nunes brilhavam nas mãos dos pilotos. O cheiro a piche e sal confundia-se com o das especiarias que ainda nem tinham sido descobertas. Entre eles, vislumbrei o próprio Vasco da Gama, o olhar voltado para o mar desconhecido que levaria o nome de Portugal ao outro lado do mundo.
Um sopro de vento alterou a paisagem. A luz mudou. E, de repente, estava mergulhado na guerra absurda de Mário de Carvalho, A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho. Cavaleiros de D. Afonso Henriques galopavam entre automóveis apavorados, e os soldados mouros confundiam-se com figurantes de filme. Os guardas de trânsito, impotentes, discutiam com cavaleiros medievais e motoristas de elétrico. Seria uma cena de cinema, planeada para parecer real — ou a realidade a perder o seu guião?
Um raio de luz, um clarão de relâmpago, arrastou-me para outro tempo. Estava junto à Sé, onde nasceu Fernando de Bulhões, o homem que viria a ser Santo António de Lisboa, batizado nas pedras brancas que ainda guardam o eco dos sinos românicos. Senti o fervor popular das marchas de junho, o cheiro a manjerico e sardinha assada a subir pelas vielas, e alguém sussurrou que o verdadeiro padroeiro era São Vicente, trazido em barca pelo Tejo, protegido por corvos fiéis. Lá estavam eles, dois e a barca no brasão da cidade, vigias eternos da memória de Lisboa. As relíquias do santo tinham sido trasladadas do Algarve para Lisboa, do local que ainda mantém o seu nome, Cabo de S. Vicente, por D. Afonso Henriques em 1173.
Um nevoeiro espesso cobriu subitamente o casario, e quando se dissipou, ouvi guitarras. O eco vinha da Mouraria, da Casa de Fados Retiro da Severa, onde viveu Maria Severa, a primeira musa do fado. No canto da sala, Amália Rodrigues erguia a voz carregada de saudade, a alma de uma cidade inteira. Cada acorde parecia contar a história dos marinheiros, dos que partiram e nunca voltaram, das mulheres que esperaram à janela até o rio se tornar espelho de lágrimas. O fado — essa melancolia feita música — ecoava pelas ruelas, elevando-se como prece, numa saudade sem fim, hoje transformado em Património Imaterial da Humanidade.
Um novo salto no tempo e encontro-me no Largo do Carmo, diante do quartel onde, a 25 de abril de 1974, se rendeu o regime. Vejo cravos vermelhos nas espingardas e nos cabelos das mulheres. O silêncio pesado das ditaduras desfaz-se num murmúrio de liberdade. A florista Celeste Caeiro, sem poder abrir a loja, distribui cravos vermelhos— simples flores — e muda o destino de um povo. Nenhum tiro foi disparado, e as pedras antigas do Chiado voltaram a respirar.
Lisboa inteira parecia pulsar num compasso impossível, misto de passado e futuro, de mito e verdade. Do Castelo de São Jorge, os ecos de mouros e cruzados misturavam-se com o tilintar dos elétricos que descem a colina. No Rossio, as sombras dos autos de fé confundiam-se com gargalhadas de turistas. E, das ruínas do Convento do Carmo, erguiam-se as abóbadas abertas ao céu — cicatrizes belas de um terramoto que, em 1755, destruiu a cidade e a fez renascer das cinzas sob a mão visionária do Marquês de Pombal.
Ainda se ouviam os ecos dos gritos aflitivos ao verem as águas a avançar terra adentro e os incêndios a consumirem a cidade.
— A donzela sente-se bem? — pergunta-me um homem andrajoso, barba desgrenhada, o olho esquerdo, um olhar de fidalgo e não de pedinte.
—Obrigada. Acho que viajei a olhar este Tejo tão cantado.
Apenas sorriu e seguiu. Ainda o ouvi murmurar baixinho: «As armas e os varões assinalados/ que da ocidental praia Lusitana/ por mares nunca de antes navegados/ passaram inda além da Taprobana. / Em perigos e guerras se esforçaram / mais do que prometia a força humana/ e entre gente remota edificaram/ Novo reino que tanto sublimaram.» Era Camões. Declamava o seu poema épico Os Lusíadas. Um encontro inolvidável com quem, sendo o maior, morreu na miséria. Já não o pude chamar.
Uma força estranha puxou-me. Estava junto da estátua de bronze de Fernando Pessoa, no Café A Brasileira, na Rua Garrett, no Chiado. A obra do escultor Lagoa Henriques, de 1988, é um dos pontos turísticos mais famosos da cidade, onde o poeta é retratado sentado à mesa. Não resisti e sentei-me também. Desta vez fui eu que declamei da Mensagem «Ó mar salgado/ quanto do teu sal/ são lágrimas de Portugal./Por te cruzarmos,/ quantas mães choraram, /Quantos filhos em vão rezaram!/ Quantas noivas ficaram por casar/ Para que fosses nosso, ó mar!/ Valeu a pena?/ Tudo vale a pena/ Se a alma não é pequena./ Quem quer passar além do Bojador/ Tem que passar além da dor./ Deus ao mar o perigo e o abismo deu,/ Mas nele é que espelhou o céu.»
Já um polícia se aproximava para me ralhar ou multar, quando desapareci.
Lisboa, cidade de mil tempos e mil vozes: nela o passado não passa, apenas adormece — à espera que alguém, como eu, o acorde por engano.
Lisboa, cidade do Fado e da Poesia
de Maria Teresa Portal Oliveira
O que me aconteceu em Lisboa não tem explicação lógica.
Seria influência do regresso da nave espacial Artemis II, abrindo portais invisíveis na atmosfera? Uma nova leitura de Outlander (Nas Asas do Tempo), de Diana Gabaldon, em que Claire Randall atravessa as pedras do tempo até à Escócia de 1743? Ou culpa do meu próprio romance de ficção científica, que parece ter começado a escrever-se a si mesmo?
Em Belém, junto ao Tejo, o presente dissolveu-se. Já não havia Transtejo nem cacilheiros; vi a armada portuguesa pronta para seguir rumo à Índia. As velas desfraldadas com a cruz de Cristo tremulavam num vento que parecia soprar de outro século. Os estaleiros fervilhavam — marinheiros, carregadores, oficiais gritavam ordens; carregavam tonéis de água misturada com vinagre, carne seca, bacalhau, arroz, galinhas… e os mapas traçados por Fernão de Magalhães e Pedro Nunes brilhavam nas mãos dos pilotos. O cheiro a piche e sal confundia-se com o das especiarias que ainda nem tinham sido descobertas. Entre eles, vislumbrei o próprio Vasco da Gama, o olhar voltado para o mar desconhecido que levaria o nome de Portugal ao outro lado do mundo.
Um sopro de vento alterou a paisagem. A luz mudou. E, de repente, estava mergulhado na guerra absurda de Mário de Carvalho, A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho. Cavaleiros de D. Afonso Henriques galopavam entre automóveis apavorados, e os soldados mouros confundiam-se com figurantes de filme. Os guardas de trânsito, impotentes, discutiam com cavaleiros medievais e motoristas de elétrico. Seria uma cena de cinema, planeada para parecer real — ou a realidade a perder o seu guião?
Um raio de luz, um clarão de relâmpago, arrastou-me para outro tempo. Estava junto à Sé, onde nasceu Fernando de Bulhões, o homem que viria a ser Santo António de Lisboa, batizado nas pedras brancas que ainda guardam o eco dos sinos românicos. Senti o fervor popular das marchas de junho, o cheiro a manjerico e sardinha assada a subir pelas vielas, e alguém sussurrou que o verdadeiro padroeiro era São Vicente, trazido em barca pelo Tejo, protegido por corvos fiéis. Lá estavam eles, dois e a barca no brasão da cidade, vigias eternos da memória de Lisboa. As relíquias do santo tinham sido trasladadas do Algarve para Lisboa, do local que ainda mantém o seu nome, Cabo de S. Vicente, por D. Afonso Henriques em 1173.
Um nevoeiro espesso cobriu subitamente o casario, e quando se dissipou, ouvi guitarras. O eco vinha da Mouraria, da Casa de Fados Retiro da Severa, onde viveu Maria Severa, a primeira musa do fado. No canto da sala, Amália Rodrigues erguia a voz carregada de saudade, a alma de uma cidade inteira. Cada acorde parecia contar a história dos marinheiros, dos que partiram e nunca voltaram, das mulheres que esperaram à janela até o rio se tornar espelho de lágrimas. O fado — essa melancolia feita música — ecoava pelas ruelas, elevando-se como prece, numa saudade sem fim, hoje transformado em Património Imaterial da Humanidade.
Um novo salto no tempo e encontro-me no Largo do Carmo, diante do quartel onde, a 25 de abril de 1974, se rendeu o regime. Vejo cravos vermelhos nas espingardas e nos cabelos das mulheres. O silêncio pesado das ditaduras desfaz-se num murmúrio de liberdade. A florista Celeste Caeiro, sem poder abrir a loja, distribui cravos vermelhos— simples flores — e muda o destino de um povo. Nenhum tiro foi disparado, e as pedras antigas do Chiado voltaram a respirar.
Lisboa inteira parecia pulsar num compasso impossível, misto de passado e futuro, de mito e verdade. Do Castelo de São Jorge, os ecos de mouros e cruzados misturavam-se com o tilintar dos elétricos que descem a colina. No Rossio, as sombras dos autos de fé confundiam-se com gargalhadas de turistas. E, das ruínas do Convento do Carmo, erguiam-se as abóbadas abertas ao céu — cicatrizes belas de um terramoto que, em 1755, destruiu a cidade e a fez renascer das cinzas sob a mão visionária do Marquês de Pombal.
Ainda se ouviam os ecos dos gritos aflitivos ao verem as águas a avançar terra adentro e os incêndios a consumirem a cidade.
— A donzela sente-se bem? — pergunta-me um homem andrajoso, barba desgrenhada, o olho esquerdo, um olhar de fidalgo e não de pedinte.
—Obrigada. Acho que viajei a olhar este Tejo tão cantado.
Apenas sorriu e seguiu. Ainda o ouvi murmurar baixinho: «As armas e os varões assinalados/ que da ocidental praia Lusitana/ por mares nunca de antes navegados/ passaram inda além da Taprobana. / Em perigos e guerras se esforçaram / mais do que prometia a força humana/ e entre gente remota edificaram/ Novo reino que tanto sublimaram.» Era Camões. Declamava o seu poema épico Os Lusíadas. Um encontro inolvidável com quem, sendo o maior, morreu na miséria. Já não o pude chamar.
Uma força estranha puxou-me. Estava junto da estátua de bronze de Fernando Pessoa, no Café A Brasileira, na Rua Garrett, no Chiado. A obra do escultor Lagoa Henriques, de 1988, é um dos pontos turísticos mais famosos da cidade, onde o poeta é retratado sentado à mesa. Não resisti e sentei-me também. Desta vez fui eu que declamei da Mensagem «Ó mar salgado/ quanto do teu sal/ são lágrimas de Portugal./Por te cruzarmos,/ quantas mães choraram, /Quantos filhos em vão rezaram!/ Quantas noivas ficaram por casar/ Para que fosses nosso, ó mar!/ Valeu a pena?/ Tudo vale a pena/ Se a alma não é pequena./ Quem quer passar além do Bojador/ Tem que passar além da dor./ Deus ao mar o perigo e o abismo deu,/ Mas nele é que espelhou o céu.»
Já um polícia se aproximava para me ralhar ou multar, quando desapareci.
Lisboa, cidade de mil tempos e mil vozes: nela o passado não passa, apenas adormece — à espera que alguém, como eu, o acorde por engano.


Bloco Marmóreo
de Maria Teresa Portal Oliveira
Madrugada brumosa
Da luz invejosa
A alma partiu
Ninguém mais a viu
Rosa desfolhada
Folha de livro arrancada
Gasta amarga acinzentada
Ela nunca mais sentiu
Fria gélida sem sentimentos
Viveu os acontecimentos
Como meros momentos
Que apagava riscava
E nenhum traço deixavam
No emaranhado labiríntico
Do mundo consonântico
Bloco marmóreo ou granítico
Que escultor especial
Obrigatoriamente genial
Poderia cinzelar
Magistralmente esculpir
Para ela voltar a sorrir
E confiar no porvir
A esperança é a última a morrer
Há que teimar e sobreviver
E os lábios vermelhos cereja
Voltaram a sorrir sem inveja
E abraçaram a brisa benfazeja.
Bloco Marmóreo
de Maria Teresa Portal Oliveira
Madrugada brumosa
Da luz invejosa
A alma partiu
Ninguém mais a viu
Rosa desfolhada
Folha de livro arrancada
Gasta amarga acinzentada
Ela nunca mais sentiu
Fria gélida sem sentimentos
Viveu os acontecimentos
Como meros momentos
Que apagava riscava
E nenhum traço deixavam
No emaranhado labiríntico
Do mundo consonântico
Bloco marmóreo ou granítico
Que escultor especial
Obrigatoriamente genial
Poderia cinzelar
Magistralmente esculpir
Para ela voltar a sorrir
E confiar no porvir
A esperança é a última a morrer
Há que teimar e sobreviver
E os lábios vermelhos cereja
Voltaram a sorrir sem inveja
E abraçaram a brisa benfazeja.







Só uma Portuense para descobrir o Porto
de Maria Teresa Portal Oliveira
A descer para o aeroporto de Sá Carneiro, a vista da cidade é impressionante. Qual cascata de S. João, as cores garridas das casas ribeirinhas sobressaem na encosta da solenidade austera que mostra as suas fachadas e ruas de granito, embelezadas pelos azulejos, uma das características portuguesas e que abundam na fachada dos monumentos históricos, nas suas múltiplas igrejas ou dentro dos edifícios, como na Estação de S. Bento, um dos ex-libris da cidade. Os azulejos são parte da identidade do Porto. Essa arte, trazida pelos mouros, aperfeiçoada pelos portugueses ao longo dos séculos, simboliza a ligação entre o passado e o presente.
O granito, pedra dura mostra o caráter das suas gentes. A Ponte Dom Luís I, por exemplo, é uma obra-prima da engenharia, projetada por um discípulo de Eiffel, que conecta as duas margens do Douro de forma imponente e elegante.
Em 1415, reinava D. João I, a cidade ajudara a construir uma armada, doando todos os bens alimentares ao Infante, ficando com as miudezas. Assim se originou o prato regional tripas à moda do Porto e o nome «Tripeiros», como somos conhecidos. Não foi por acaso que D . João I escolheu a cidade para o seu casamento e para o nascimento de D. Henrique, o navegador, um portuense ilustre.
Interessado(a)? Podes ler o conto completo aqui.

A Magia Vibrante de Lisboa
de Maria Teresa Portal Oliveira
Aquela viagem a Lisboa embrulhou-me numa rabanada acolhedora carregada de nostalgia. Cada segundo vivido naquela cidade única, cheia de mistérios, permanecia viva na memória, como se o tempo se negasse a avançar para me envolver, repetidamente, nas suas belezas e tradições.
Comecei a minha jornada no Cais do Sodré, um lugar que palpita com a energia ondulante do Tejo e, à noite, nas Docas com a barulheira infernal da música metálica e dos jovens já bêbados, na sua maioria.
Caminhei pelas margens do rio a ouvir o som das ondas marítimas, patrióticas.
Tinha combinado encontrar-me com o Luís, exatamente nesse local, durante o dia. Tínhamos namorado na faculdade e, de origens diferentes, cada um seguira o seu caminho. Íamos agora pôr um ponto final naquele vai, não vai.
Interessado(a)? Podes ler o conto completo aqui.
Mãe Bendita
de Maria Teresa Portal Oliveira
“Bendita seja a mãe que me gerou!”
O dom da maternidade ganhou
Depressa o bebé gatinhou
Criou asas e para longe voou.
Dias e noites me embalou
O seu eu esqueceu, abandonou
Sempre me acompanhou
E os escolhos do caminho afastou.
Ah! Mãe, és única, insubstituível
Foste a única mulher que me beijou
Sem interesse, sempre com magia
Foste o meu esteio infalível
O apoio que nunca me faltou
E me ensinou a beleza da fantasia.

Mãe Bendita
de Maria Teresa Portal Oliveira
“Bendita seja a mãe que me gerou!”
O dom da maternidade ganhou
Depressa o bebé gatinhou
Criou asas e para longe voou.
Dias e noites me embalou
O seu eu esqueceu, abandonou
Sempre me acompanhou
E os escolhos do caminho afastou.
Ah! Mãe, és única, insubstituível
Foste a única mulher que me beijou
Sem interesse, sempre com magia
Foste o meu esteio infalível
O apoio que nunca me faltou
E me ensinou a beleza da fantasia.


Ao meu Amor Cúmplice
de Maria Teresa Portal Oliveira
Na noite de luar, cúmplice, a lua brilha
Teus olhos são estrelas, o meu guia
Teus sorrisos, pequenos sóis, alegram a vida
O meu coração chama-te a cada batida.
O teu perfume valsa na brisa, envolve-me num abraço
Leva-me para o teu lado, nem sei o que faço
As flore coloridas do amor dançam em ti e em mim
Crescem nos nossos corações , fazem o nosso jardim
Ouço as tuas palavras, versos que se soltam
Rios serenos que seduzem e encantam
Os teus dedos com amor me tocam
E suaves para ti me conduzem
Se houver tempestade, algum dia,
Teus braços serão o porto para me abrigar
Juntos, enfrentaremos com porfia
As ondas alterosas de qualquer mar
Ao meu Amor Cúmplice
de Maria Teresa Portal Oliveira
Na noite de luar, cúmplice, a lua brilha
Teus olhos são estrelas, o meu guia
Teus sorrisos, pequenos sóis, alegram a vida
O meu coração chama-te a cada batida.
O teu perfume valsa na brisa, envolve-me num abraço
Leva-me para o teu lado, nem sei o que faço
As flore coloridas do amor dançam em ti e em mim
Crescem nos nossos corações , fazem o nosso jardim
Ouço as tuas palavras, versos que se soltam
Rios serenos que seduzem e encantam
Os teus dedos com amor me tocam
E suaves para ti me conduzem
Se houver tempestade, algum dia,
Teus braços serão o porto para me abrigar
Juntos, enfrentaremos com porfia
As ondas alterosas de qualquer mar
A Alquimia das Palavras
Maria Teresa Portal Oliveira
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