Ultimamente, tenha andado embrenhada em psicologia, filosofia, autoestima, poesia e, hoje, foi um provérbio africano «Quando as raízes de uma árvore são profundas, ela não precisa de temer o vento, porque sabe de onde veio antes de enfrentar a tempestade», que ficou a tilintar na minha mente.
O segredo de não nos perdermos está nas raízes. Na firmeza que vem de dentro, quando uma pessoa conhece o solo onde cresceu.
Saber de onde viemos não é nostalgia. É estrutura.
Alguém sem ligação à sua história, origem ou valores pode parecer firme em dias calmos. É no vento forte que as raízes se revelam. Ultimamente, dou por mim a citar cada vez mais a minha costela transmontana do Douro Vinhateiro e a beirã, de Cesar e Oliveira de Azeméis.
Identidade não é um conceito abstrato. É o conjunto de referências que responde à pergunta “de onde venho?” quando tudo à volta muda.
Há diferença entre resistir a uma tempestade e atravessá-la sem nos perdermos. Resistir exige força. Atravessar sem quebrar exige saber quem somos antes do tempo escurecer.
Mudanças de carreira, perdas, fracassos, ambientes que exigem conformidade em troca de aceitação, ataques inesperados… tudo isso pode fazer-nos vacilar. Mas quem tem raízes profundas dobra, sem quebrar.
2025 foi um ano duro. Quem me conhece sabe do que falo.
As árvores mais antigas sobrevivem aos temporais porque sabem ceder ao vento. Só tempestades devastadoras, como a Kristin no Pinhal de Leiria, conseguem arrancar o que parecia eterno.
A filosofia Ubuntu, presente em grande parte da África subsaariana, lembra-nos: “Sou porque somos.” A identidade não existe separada da comunidade, da história e das gerações anteriores.
O passado não é muleta; é fundação.
Sou resultado dessa mistura beirã, portuense e transmontana.
«Uma árvore que resiste à tempestade tem raízes que ninguém vê.» — provérbio chinês.
«Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta.» — Carl Jung.
Eu sonho e muito através dos meus poemas e das minhas escritas e despertei, finalmente, dos interesseiros e aldrabões que me infernizaram a vida.
Apesar dos problemas graves de saúde, continuo de pé.
E continuarei. Descobri a minha missão cá na terra. Não é fácil, mas eu sou rija. Espero que não venha mais nenhuma Kristin. Já veio uma Thérèse, inofensiva. Acho que nós, Teresas, somos duras e batemos o pé, mas cão que ladra não morde, mas quando morde...
Recordo com saudade a atriz Palmira Bastos, já em idade avançada, no palco a bater com a bengala e a proferir: «Posso morrer, mas de pé, como as árvores.»
Sejam felizes.
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Maria Teresa Portal Oliveira
A ALQUIMIA DAS PALAVRAS

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