O Mostrengo girava ameaçador
E eu agoniava no meu amor
Qual gigante Adamastor
Não me deixava a dor
Exausta, sozinha clamava
Por Camões, Pessoa,
Eça, Saramago
Para me aliviarem um bocado
E me ajudarem
A fazer-lhe frente
“Quem cala consente”
O que não era o caso.
Navegador do tempo presente
Não o ignorava
Não manejava a espada
Apenas a pena
Com que versos escrevia
O amor em poesia.
Ao seu destino fatal
Não sobreviveria
Eu ganharia
Sairia ileso desse embate mortal
Não tinha armadura
Que loucura!
Mas o Mostrengo não ganharia
Tinha o Fado a meu lado
E um escudo invisível
Porém, invencível
Chamado Portugal
Maria Teresa Portal Oliveira
(reservados direitos autorais)
Recursos Estilísticos da Vida

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A ALQUIMIA DAS PALAVRAS

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