Passado, Presente, Futuro

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sábado, 23 de maio de 2026

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“É o passado que nos dá os alicerces” recorda-nos que a identidade de cada pessoa e de cada comunidade é construída sobre a memória, a experiência e a herança recebidas das gerações anteriores. 

O passado não é apenas um conjunto de acontecimentos distantes; é a base sobre a qual assentam os nossos valores, crenças e formas de compreender o mundo. Sem passado, não saberíamos responder à pergunta «Quem sou?», ficando sem alma e sem raízes. E lá vem a metáfora da árvore: se ela necessita de raízes profundas para crescer e resistir às tempestades, também os seres humanos precisam de conhecer a sua história para encontrarem sentido e orientação.

O presente exige coerência com o que retivemos ao longo da vida. As experiências, os ensinamentos e os exemplos recebidos moldam as nossas escolhas e atitudes. Ser coerente não significa repetir cegamente o passado, mas sim integrar o que aprendemos e agir de acordo com princípios sólidos. Os meus princípios vêm do tempo em que definiam por três palavras «Deus, Pátria e Família», em que os valores eram transmitidos em casa e na escola, mais tarde no Liceu Carolina Michäelis, que não foi pera doce. Eram regras estipuladas que ninguém se atrevia a quebrar. 

A memória permite-nos evitar erros já cometidos, valorizar conquistas alcançadas e enfrentar novos desafios com maior maturidade. Dessa forma, o presente torna-se um espaço de continuidade entre o que fomos e o que desejamos ser.

A ideia de que “a cultura é o que resta depois de esquecermos tudo quanto aprendemos” sublinha que a verdadeira cultura vai além da acumulação de conhecimentos. Muitas informações podem ser esquecidas com o tempo, mas permanecem os hábitos, os valores, a sensibilidade estética, a capacidade crítica e a forma de olhar a realidade. A cultura transforma-se, assim, numa herança interior que orienta o comportamento e enriquece a vida coletiva.

É a partir dessa herança que se constrói o futuro. Os alicerces fornecidos pelo passado e enriquecidos pela cultura permitem projetar novos caminhos sem perder a identidade. 

O futuro não nasce do vazio; é fruto da ligação entre memória (passado), reflexão (presente) e inovação (futuro). Só quem conhece as suas raízes pode crescer de forma equilibrada, preservando o essencial e abrindo-se às oportunidades de mudança e progresso

.

Lá volto eu às raízes. É que me aflige ler o que vejo por aí. Que os jovens, hoje, são mais inflexíveis do que a geração dos pais. E, por outro lado, não têm preparação e são imaturos.

Caminhemos livremente por estradas de livros que nos conduzam a um mundo melhor, mais harmonioso e cheio de paz.

Esperemos que o futuro nos reserve agradáveis surpresas.

Eu continuo a ter algumas. Uma amiga do Facebook, a Maria Cândida, disse-me: «Teresa, não nos conhecemos pessoalmente. O que me liga a si são os seus textos e alguns amigos que temos em comum, nomeadamente a Conceição Lima. Quem sabe se um dia não nos vamos conhecer. Continue a escrever que eu gosto do que escreve. Abraço»

Aqui fica o meu para a Cândida e para todos os que me seguem. Obrigada.

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Maria Teresa Portal Oliveira

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